Domingo, 14 de Junho de 2009
Quais as minhas influências?
Quando era mais novo, o primeiro livro a que li e que me deu gosto de ler foi O Conde de Monte Cristo. Deveria ter uns doze anos, e já tinha lido alguns outros livros antes, mas este me marcou de alguma maneira que não sei dizer "por quê". Não era uma daquelas crianças prodígio que já analisavam tudo desde muito cedo, pelo contrário, lia para sentir a magia, pra ser enfeitiçado, para ser o Conde de Monte Cristo. Li para ter sido traído e preso na Bastilha, de onde fugi anos mais tarde e me vinguei dos meus inimigos que me haviam tomado tudo o que eu mais amava. Meu filho, minha amada. Tudo foi me tomado por um amigo que nem lembro o nome. Mas eu voltei e peguei tudo de volta.
Fui o Passolargo. Fui um batedor que vivia no anonimato, mas que era um rei por direito. Ajudei a salvar um mundo prestes a ser dominado por uma antiga força maligna. Salvei a Terra-média. Duas vezes.
Dos filmes a que assisti, nem consigo fazer a conta. Já fui um vampiro, um caçador de recompesas e o piloto mercenário de uma nave espacial. E estes não são nem um terço dos arquétipos com os quais me identifiquei voluntariamente. Gostaria de ter sido eles. Me senti sendo eles. Mas os livros chegam ao final, os filmes acabam e nenhum baseado é infinito.
Agora, quais desses personagens falam por mim enquanto escrevo isto? Muitos vivem em minha cabeça. Todo o meu mundo é minha consciência e a minha consciência está repleta de personagens criados por outros personagens com os quais posso me identificar facilmente. Sem contar milhões de anos de evolução que os místicos dizem estar imprimidos nas minhas células.
Então, de novo, o que é meu? O que criei a partir de mim mesmo? Se sou esse ser, criado a partir de criações alheis, tenho duas opções:
1 Ou nada é meu
2 Ou tudo é meu
Além dessas duas alternativas, poderia colocar uma terceira ainda:
3 Ou nada é de ninguém
Mas aí, como lidar com os direitos autorais? Fodam-se os direitos autorais? Diga isto às editoras, veja se concordam.
em todo caso, eu fico com a segunda opção, é mais poética, mais perene.
Se sou a manifestação do deus vivo,
se sou esse ser sensciente,
se sou capaz de empunhar um lápis e escrever o meu próprio nome,
se sou alguma coisa que existe nesse mundo,
então tudo é meu.
E nada é de ninguém.
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Seu Pensamento e Sua Essência
Sua Essência: Talvez.
Seu Pensamento: Que bom. Quer dizer que posso te conhecer.
Sua Essência: Também pode querer dizer que não.
Seu Pensamento: Mas você não tem certeza?
Sua Essência: Eu tenho. E você?
Seu Pensamento: Não sei. Sei do que gostaria.
Sua Essência: E do que seria?
Seu Pensamento: De te conhecer.
Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
O Ticket Verde e a Máquina da Insanidade
O que vou dizer agora pode parecer estranho, mas peço aos Céus que vá até o fim antes de me chamar louco. Eu sou um Duende, vim de Outro Mundo e estou aqui porque o legado do Ticket Verde me tornou Guardião da Viagem até o dia em que meus joelhos virarem trufa (os joelhos de um Duende viram trufa quando ele morre). O Ticket foi forjado nas Montanhas Esquecidas há muitos anos pela Mãe e é a passagem certeira capaz de conceder o Dom da Transcendência ao nosso Mundo Duende (Dom esse que você pode não possuir se não for um Duende). Como seu portador, nasci Normal e cresci Duende sob a tutela do Último Guardião. Cantei sob a luz do luar e dancei pelos bosques e avenidas. De Viagens mil fui e voltei. Para mim As Fronteiras há muito deixaram de existir e perambulo por onde quiser sem me preocupar com Limites e Extensões.
Meu Mundo Duende partilha as mesmas Leis com o seu Mundo Normal, com a diferença de que há mais Cogumelos no primeiro que no segundo (Cogumelos são Santos). Nenhuma Ponte ou Arco-Íris leva até ele, mas no final é o Ouro que se encontra. Aos Normais desde sempre faltou o Dom da Transcendência, habilidade para a Viagem. Apenas tente não se preocupar com isto, que estas páginas sinceras trarão consigo a Passagem Esverdeada com o poder de trazê-lo até mim e ao meu Mundo. Mas cuidado! Pode ser uma Viagem Ruim senão trouxer contigo Virtudes Cardeais. Uma Aventura e tanto. Fracos que foram nunca voltaram e fortes fraquejam antes do final. Tudo isso no curto espaço de tempo de ver a palavra “Fogo” queimar.
Mas antes deixe saciar essa tua Curiosidade Latente a respeito dos Duendes. Biologicamente falando somos idênticos aos Normais. Com o passar da Evolução das Espécies, ambos adquirimos as características de um ser Humano Tangível e a diferença, na verdade, fica mais pras Regiões do Inteligível, onde costumamos habitar. A única coisa capaz de nos denunciar em público são os Olhos Vermelhos, trincados, motivos de tantas controvérsias em alguns Grupos Duendes, que adotaram obrigatoriamente o uso do colírio, alegando que para o Bem Geral é melhor nos mantermos anônimos (para servir e proteger essa Vontade, criaram a Polícia Duende). Há outros que se ofendem com a idéia, e fazem questão de trincar. Em minha opinião, partilhada por alguns Irmãos e Irmãs, há horas pros Olhos Vermelhos e há horas para os Olhos Brancos, desde que Duende continue Duende. Filosoficamente somos uma Raça Superior. Os Normais desconhecem a Filosofia há bem mais de dois mil anos e não aprenderam nada com ela. Nós, Duendes, estamos sempre nos aperfeiçoando nos campos das Ciências Humanas e os bustos de muitos dos nossos figuram na capa de suas Coleções Filosóficas. Não há conflito quanto a isso. Alguém tem de indicar um Caminho.
Muitas são as maneiras de se tornar um Duende, mas quando um Duende se descobre Duende é da forma mais inusitada. BAMM!!! Tarde demais! É Duende!! Há alguns que simplesmente enlouquecem e alguns outros optam por esconder seu lado Duende sob pesadas lentes escuras, o que às vezes até que é sensato. Mas uma coisa é certa: todo Normal é um Duende em Potencial! E um Duende que se entende Duende é um Duende Feliz.
Agora que já sabe tanto quanto eu sobre Duendes, posso prosseguir.
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
G e n e r a t i o A e q u i v o c a
Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007
Aspas
Crime e Castigo
Ele entrou e foi direto pro banheiro. Abriu a torneira, fez uma concha com as mãos, encheu de água e jogou no rosto. Precisava dar um jeito na aparência: seus olhos, vermelhos só como os de um louco poderiam estar, afundavam-se nas órbitas e seus nariz, sem nenhuma explicação aparente, estava sujo de um preto que parecia carvão. Mas que diabos era aquilo mesmo?!? Não se lembrava de onde havia estado nas últimas seis horas. A única coisa certa era que o maldito do Jorge tinha alguma coisa haver com aquilo tudo! Aquilo tudo que ainda não tinha terminado. Faltava “algo”. Ele sabia o que era.
Foi até o criado e tirou o embrulho. Já fazia tempo que colocara aquela faca ali dentro, enrolada numa cueca samba-canção, apenas esperando a hora certa.
Deu um role pela casa pra se certificar de que estavam a sós. Um desconforto repentino lhe subiu pela espinha, e foi como se todos os objetos o olhassem, atentos a todos seus movimentos. Precisava ser rápido ou algo poderia dar errado! E, aí, tudo estaria perdido.
Esgueirou-se até a porta da cozinha e a viu. Ela era linda... Mas ele tinha que terminar o que começou... Chegou por trás e deu a primeira estocada: duas bastariam. Ela nem era tão grande e sequer ofereceu resistência na segunda facada. Tombou como uma fatia fina de brigadeirão.
Pronto! Tudo consumado. Aquela torta realmente era a melhor larica do mundo! O foda é que era pa sobremesa! Oo
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Da faculdade
se é louco pra sair e
se é louco pra voltar.
Isso descobri agora, no segundo semestre do terceiro ano.