segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Coelho Fujão

Qual o preço da Vida? Digo, o que custa este ar que eu respiro? A morte parece ser o preço que se paga pela vida e, se assim o for, a vida é o preço que se paga pela morte. Só é estranho tratar este ciclo com terminologia econômica, fria, pois assim é o mercado, o lucro em si é a mais valia e, nestas condições, mais vale o lucro que a vida. Não é estranho? Não parece errado? Enquanto estou aqui, sentado escrevendo, no conforto de um lar que vai um dia se desintegrar, alguma vida está sendo trocada por moedas. Em si, não há como se escapar da morte, todos os que lêem, e os que não sabem ler também, terão um dia o seu último suspiro. Mas deve haver um jeito de se escapar da economia, este monstro engulidor da vida: Terrorismo, arte, greve de fome... o que pode ser feito para parar aquilo que parece não ter fim? De tudo já foi tentado, mas todas as tentivas para despertar a humanidade encontram interesses contrários, bem armados. A guerra do mais forte contra o mais fraco, um lobo engulidor de mundos e o coelho fujão. Teria chances o último de vencer o primeiro? Não apenas de escapar ele, sozinho, mas de por um fim à vida de seu inimigo, para que seus semelhantes também tenham uma chance de escapar? É difícil, parece impossível. Filosofia?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Um poema

Sobre Flores e Caveiras



Quanto posso dizer dos momentos que passei sem fazer nada

só contemplando o mundo com a mente vazia,

apenas sentindo o que a torrente dinâmica da vida

pudesse querer fazer passar por mim.

Deste rio de águas turbulentas

saltei e subi a superfície

corri e

encontrei:

apenas,

Flores e Caveiras,

estendidas sobre o chão